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Emprego Enfermagem

Obesidade – A Epidemia do Século XXI

Aspetos Psicológicos

O que é a obesidade?

 

obesidade aspetos psicológicosA obesidade é, para além de um problema de saúde pública, uma doença crónica e a sua prevalência tem vindo a aumentar devido à redução da prática de atividade física, ao aumento do sedentarismo e do consumo de gordura na alimentação (Pereira, Francischi & Lancha-Junior, 2003; Pereira & Mateus, 2003).

De acordo com Stunkard (Ogden, 2004) é possível categorizar a obesidade em ligeira (20 a 40% de excesso de peso), moderada (41 a 100% de excesso de peso) e grave (100% de excesso de peso). É possível também calcular o Índice de Massa Corporal (IMC) dividindo o peso (kg) pela altura da pessoa (m) ao quadrado, de forma a ser possível estabelecer uma comparação entre os sujeitos (Campagnolo, Beatriz, Prateado, Lascio & Heller, 2004; Ogden, 2004;). Assim, resultados entre 25 e 30 indicam excesso de peso, entre 30 e 40 obesidade e acima de 40 obesidade mórbida. Sobrinho (cit. in Campagnolo, Beatriz, Prateado, Lascio & Heller,
2004) refere ainda que também se considera obesidade mórbida quando o peso do sujeito excede os 45 kg do seu peso ideal.

Perda de peso em pessoas obesas

De acordo com Hernani (cit. in Rebelo & Borges, 2006) apenas 10% sujeitos com obesidade mórbida (IMC maior que 40) conseguem perder peso apenas com determinados regimes alimentares ou com Terapia Comportamental, em que o seu foco é o autocontrolo e a mudança de hábitos alimentares.
Para Rebelo e Borges (2006), em grande parte dos casos a cirurgia bariátrica (cirurgia da obesidade) é vista como uma solução milagrosa para o seu problema da obesidade.

Critérios para realizar a cirurgia bariátrica

Segundo a Sociedade Portuguesa de Cirurgia de Obesidade existem determinados critérios para realizar a cirurgia, sendo estes: ter um IMC maior do que 40; ter um IMC maior do que 35 com algum tipo de co-morbilidade associada; obesidade estável há cinco anos, pelo menos; e ineficácia de tratamentos clínicos prévios durante esse mesmo período.

Tipos de cirurgia bariátrica

Existem vários tipos de cirurgia bariátrica, tais como a banda gástrica, o bypass intestinal (Fobi-Capella), a cirurgia duodenal Switch e a cirurgia de Scopinaro. É necessário avaliar cada caso e decidir qual é o método mais eficaz para cada paciente.
Para além da baixa qualidade de vida, vários autores (Ogden, 2004; Gigante et al., 1997; Pereira, Francischi & Lancha-Junior, 2003; Travado, Pires, Martins, Ventura & Cunha, 2004) indicam que a obesidade tem sido associada a doenças cardiovasculares, hipercolesterolemia, diabetes mellitus, traumatismos das articulações, dor nas costas, cancro, hipertensão e mortalidade. As consequências da mesma estão diretamente relacionadas com a localização do excesso da gordura. Deste modo, a cirurgia deve ser vista como uma fonte de benefícios para a saúde e não apenas por uma questão estética.
De um modo geral, o pós-operatório imediato é geralmente simples e os doentes ingerem líquidos no primeiro dia com dor suportável, no caso do método convencional, e quase ausente no método laparoscópico (Junior, 2000). Assim, a alta hospitalar ocorre no primeiro caso no terceiro ou quarto dia após a cirurgia, e no segundo caso no primeiro ou segundo dia. No entanto, existem complicações que podem fazer com que esta alta ocorra mais tardiamente.
Para quem decide realizar a cirurgia bariátrica deve saber que irão ocorrer várias modificações internas e externas e a psicoterapia pode ajudar nesta nova organização da vida do sujeito (Campagnolo, Beatriz, Prateado, Lascio & Heller, 2004).

Aspetos psicológicos

Deste modo, segundo Rebelo e Borges (2006) existem determinadas contraindicações para a cirurgia bariátrica do ponto de vista psicológico, uma vez que podem comprometer todo o tratamento, tais como a existência de comportamentos de alcoolismo; presença de psicopatologia não compensada; quadros demenciais; e presença de determinadas perturbações do comportamento alimentar.

Aspetos psicológicos – Fase pré-cirúrgica

nutrição

No que se refere ao acompanhamento psicológico destes doentes, na fase pré-cirúrgica, realiza-se uma entrevista semiestruturada e uma avaliação psicológica, em que o objetivo consiste, de um modo geral, em recolher informação relativa à história pessoal e do comportamento alimentar, crenças e expectativas da cirurgia. A avaliação psicológica tem como objetivo realizar o despiste para possíveis contraindicações e os instrumentos utilizados são: o MMPI (tendo como objetivo descrever determinados traços de personalidade e explorar diferentes aspetos da personalidade normal e patológica), o EDI 2 (inventário cujo objetivo é conseguir um diagnóstico específico de anorexia nervosa ou bulimia nervosa); a BES (instrumento cujo objetivo é avaliar a gravidade da compulsão alimentar periódica em sujeitos obesos, ou seja, quais são as manifestações comportamentais, sentimentos e cognições envolvidos num episódio de compulsão alimentar periódica); e o DEBQ (tem como objetivo, por um lado, avaliar o comportamento alimentar, que abrange tanto o ato de ingestão como o conjunto de atitudes e fatores psicossociais implícitos na escolha dos alimentos a ingerir, e por outro classificar o estilo alimentar, categorizando os comportamentos alimentares de acordo com determinadas dimensões psicológicas).

Aspetos psicológicos – Fase pós-cirúrgica

No que diz respeito à fase do pós-operatório, os objetivos são promover a adesão e adaptação às mudanças a nível do comportamento alimentar e abordar as alterações ao nível da imagem corporal. Este acompanhamento deve ocorrer até cinco anos após a cirurgia (Travado, Pires, Martins, Ventura & Cunha, 2004; Rebelo & Borges, 2006).
As alterações psicológicas mais frequentes em sujeitos obesos são a nível da imagem corporal, perturbações da ansiedade, afetivas, da personalidade e da ingestão compulsiva e bulimia. De referir que os sujeitos obesos deprimidos têm maior probabilidade de recorrer a um tratamento do que aqueles que não se encontram deprimidos (Ogden, 2004).

 

Bibliografia

  • Freitas, S.; Gorenstein, C. & Appolinario, J. (2002) Instrumentos para a avaliação dos transtornos alimentares. Revista Brasileira de Psiquiatria, Supl. III, nº24
  • Freitas, S.; Lopes, C.; Coutinho, W. & Appolinario, J. (2001) Tradução e adaptação para o português da Escala de Compulsão Alimentar Periódica, v. 4, nº 23
  • Garner, D. (1998) Inventario de trastornos de la conducta alimentaria. TEA: Madrid. 1ª Edição
  • Gigante, D.; Barros, F.; Post, C. & Olinto, M. (1997) Prevalência de Obesidade em Adultos e seus Factores de Risco. Revista de Saúde Pública, v.31, nº 3
  • Junior, A. (2000) Cirurgia em Obesos Mórbidos – Experiência Pessoal. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 44, nº 1
  • Pereira, J. & Mateus, C. (2003) Custos Indirectos associados à Obesidade em Portugal. Custos da Doença, v.3
  • Pereira, L.; Francishi, R. & Lancha, A. (2003) Obesidade: Hábitos Nutricionais, Sedentarismo e Resistência à Insulina. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 47, nº 2
  • Ogden, J. (2004) Psicologia da Saúde. Climepsi Editores: Lisboa. 1ª Edição
  • Petribu, K.; Ribeiro, E.; Oliveira, F.; Braz, C.; Gomes, M.; Araujo, D.; Almeida, N.; Albuquerque, P. & Ferreira, M. (2006) Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica em uma população de obesos mórbidos candidatos a cirurgia bariátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, em Recife – PE. Arquivo Brasileiro de Endocrinologia e Metabolismo, v. 50, nº5
  • Rebelo, A. (2008) O Impacto Psicológico da Cirurgia. Boletim do HPV, v. XXI, nº 2
  • Rebelo, A. & Borges, L. (2006) Obesidade Mórbida: Caracterização dos Utentes de uma Consulta Externa. Boletim do HPV, v. XIX, nº 2
  • Travado, L.; Pires, R.; Martins, V.; Ventura, C. & Cunha, S. (2004) Abordagem Psicológica da Obesidade Mórbida: Caracterização e Apresentação do Protocolo de Avaliação Psicológica. Análise Psicológica, v. XXIII, nº 3
  • Trindade, I. & Teixeira (2000) Psicologia nos cuidados de saúde primários. Climepsi Editores: Lisboa. 2ª Edição
  • Viana, V. (2002) Psicologia, saúde e nutrição: Contributo para o estudo do comportamento alimentar, v. XX, nº4

 

A Psicóloga,
Ana Patrícia Ramos

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