Reino Unido – Enfermeiros com e sem experiencia para Hospitais Comunitarios

REGISTERED GENERAL NURSES, EXPERIENCED AND GRADUATES

TORBAY AND SOUTHERN DEVON HEALTHCARE NHS FOUNDATION TRUST VACANCIES
COMMUNITY HOSPITALS

INTERVIEWS ONSITE AND/OR SKYPE BY APPOINTMENT

VACANCIES
• Inpatient Nurse
• Minor Injuries Nurse

BENEFITS FOR OVERSEAS CANDIDATES
• 2 months free accommodation or financial contribution (£800)
• Free relocation flights from point of origin (up to £150)
• NMC registration costs reimbursed (worth £210)
• Retention Incentive: return flights to point of origin after 6 -12 months (up to £250)
• English language support In-house
• Induction programme
• Good career prospects
• Excellent professional development opportunities

TORBAY AND SOUTHERN DEVON HEALTHCARE NHS FOUNDATION
Trust is based in the beautiful coastal region of English Riviera, enjoys views inland to the moors and over the holiday resort of Torquay to the sea. Torbay and Southern Devon Health and Care NHS Trust provide services in 11 Community Hospitals site across Torbay and South Devon area. The Trust provides community-based services to around 375,000 people and employs almost 2,000 members of staff. The Trust mission is to ensure people receive the right care, in the right place, at the right time.

LIVING & WORK ENGLISH REVIERA – Torquay & South Devon
Torbay is made up of the 3 main towns of Torquay, Paignton and Brixham. South Devon offering the best of both a stunning coastline and beautiful countryside. This region gives you the chance to choose unspoilt countryside, beautiful beaches or a chance to discover hidden villages and towns with unique characteristics, nature-based activities and seaside attractions. The landscape around is amazing, there’s 22 miles of costal footpaths to enjoy, and more rugged countryside to hiking and climbing. Shopaholics will love Torquay, with bargains to be found at the indoor market, boutiques and gift stores. Exeter international airport is a mere 40 minutes away. Bristol and London airports are also good choices when searching flight options.

CPL HEALTHCARE CONTACT
Ph: +353 1 4825440 (International)
OR +44 844 544 3711 (UK)
E: liliana.oliveira@cplhealthcare.com
W: www.cplhealthcare.com
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Cursos de Inglês (Nível)

A I9PROJECT promove, no Porto, vários cursos intensivos de inglês dispostos por nível. Os cursos decorrem em horário laboral e pós-laboral.
Os cursos de curta-duração estão sobretudo orientados para os profissionais que procuram emigrar para países anglo-saxónicos.
Para integrar um destes cursos é necessário saber qual o nível de inglês que possuí. Se tiver dúvidas quanto ao nível em que se encontra poderá realizar um teste gratuito nas nossas instalações.
Para além da formação desenvolvida no Porto a I9PROJECT descoloca-se a outras cidades do país. Se deseja ver um destes cursos na sua cidade entre em contacto connosco: 220933609/ 919404878 / geral@i9project.net

Curso de Inglês (Nível A1 + A2): Curso de Inglês
Curso de Inglês (Nível B1): Inglês B1
Curso de Inglês (Nível B2): Inglês B2

Outros cursos de inglês também disponíveis:

Curso de inglês para a Saúde
Inglês Saúde eLearning
Inglês para Negócios

Neoplasia da Mama e Aspetos Psicológicos

O que é a neoplasia da mama e qual a sua prevalência?
De acordo com Moisão (2001), a neoplasia da mama é a primeira causa de morte por doença maligna e a quinta causa de morte da mulher portuguesa, pois o diagnóstico é feito numa fase bastante avançada da doença (Cardoso da Silva; cit. in Rebelo, Rolim, Carqueja & Silva Ferreira, 2007), sendo que existem repercussões a nível físico, psicológico, familiar e social (Ramos & Patrão, 2005; Afonso, Amaro, Araújo, Santos & Miguel, 2008). De referir que existem vários tipos de cancro da mama (como por exemplo o adenocarcinoma ou o carcinoma inflamatório da mama) e, com o passar do tempo, os meios complementares de diagnóstico são mais precisos, sofisticados e existem diversos, tais como a mamografia, a ecografia mamária, a radiologia convencional, a TAC, a ressonância magnética nuclear mamária, a cintigrafia óssea, a mamografia com estereotaxia, o sistema de biopsia por vácuo, a citologia aspirativa com agulha fina, a core-biopsy, os exames histológicos, os marcadores biológicos e os tumorais.

Como detetar uma neoplasia da mama?
Um comportamento fundamental para detetar precocemente uma neoplasia da mama é o rastreio, ou seja, é necessário que se seja promovida a adesão ao rastreio do cancro da mama (Teixeira, 2008). Como este comportamento exige uma regularidade periódica, verifica-se que o processo da adesão se torna complexo e difícil. De acordo com o mesmo autor, a investigação psicológica tem-se dedicado a este facto, com base em determinados modelos teóricos. Segundo o Modelo de Crenças de Saúde, o comportamento de adesão ou não adesão está diretamente relacionado com a avaliação individual (subjetiva) que a pessoa faz da situação, tendo em conta os custos/benefícios de realizar o rastreio. No entanto, outros fatores são considerados, tais como a história de cancro da mama na família, a ansiedade face ao exame a realizar e um estilo cognitivo monitorizador, que tende a transformar informação ameaçadora em preocupação. No caso de haver ausência de sintomas, existe um reforço para a baixa adesão ao rastreio; a teoria do comportamento planeado defende que a adesão está relacionada com as normas do grupo a que pertence (família, amigos) e com a influência da recomendação que o médico faz. De acordo com esta teoria é necessário que haja um aconselhamento antes de realizar os exames e é importante planificar a ação (como, quando e onde), de acordo com o locus de controlo de saúde, o locus de controlo externo está diretamente relacionado com a adesão ao rastreio, pois é visto como um exame indicado pelo médico; o modelo da autorregulação do comportamento preventivo do rastreio defende que existe uma relação entre as representações que a pessoa tem de senso comum e as respostas emocionais, como o medo, ou seja, a hipótese da mulher poder vir a ter cancro associada ao medo, leva à realização dos exames, ou, por outro lado, pode levá-la a não realizar os exames como forma de estratégia protetora. Assim, é possível afirmar que existe uma interação entre os estados emocionais e a tomada de decisão; e por último o modelo de mudança de comportamentos por fases, ou seja, a adesão ao rastreio ocorre por etapas, sendo que a primeira é a pré-contemplação, a segunda a contemplação, seguindo-se a preparação, a ação e a manutenção. É possível verificar que as mulheres que nunca realizaram o rastreio ou que o fazem com menos frequência, colocam mais obstáculos ao mesmo do que benefícios. De um modo geral e de acordo com o mesmo autor, observa-se que existem fatores inibidores da adesão ao rastreio (medo do cancro da mama, escassa informação sobre o valor do rastreio, medo do resultado positivo, perceção elevada dos custos e baixa dos benefícios) e fatores facilitadores da adesão (adoção de atitudes preventivas, informação acerca da importância do rastreio, reforço positivo por parte de pessoas significativas, recomendação médica e perceção dos benefícios em detrimento dos custos). No entanto, de acordo com diversos autores (Gebrim, Shida, Mattar & Madeira, 2010) o número de pessoas a realizar o rastreio tem vindo a aumentar, o que indica também que existe maior número de casos em que o cancro tem sido descoberto em estádios iniciais.

A cirurgia
Relativamente à cirurgia, esta pode ocorrer devido a doenças malignas e a doenças benignas, sendo que por vezes as doentes estão sinalizadas com uma patologia benigna mais tarde deparam-se com um resultado histológico de malignidade (Moisão, 2001). No entanto, a terapêutica desta neoplasia é de uma abordagem multidisciplinar, pois para além da cirurgia pode ser necessário que exista quimioterapia e/ou radioterapia, que estão relacionadas com o estádio da doença, com análise de vários exames, com a idade da doente e com a sua preferência, após ter sido informada acerca dos efeitos secundários (Rebelo, Rolim, Carqueja & Silva Ferreira, 2007). No caso da quimioterapia, esta pode ser neoadjuvante (ocorre antes da cirurgia), adjuvante (complementar à cirurgia) ou terapêutica (em estádios mais avançados da doença e que não existe indicação cirúrgica). Por outro lado, a radioterapia é fundamental como um complemento, por exemplo, à cirurgia conservadora (Moisão, 2001; Ramos & Patrão, 2005).

A reabilitação
No que diz respeito à reabilitação das doentes, existem determinados objetivos a alcançar, tais como: controlar a dor, aumentar as amplitudes articulares, diminuir o linfedema, libertar cicatrizes, melhorar a postura e a função do membro superior, contribuir para a diminuição de complicações, estimular a realização das atividades da vida diária o mais rápido possível e, por último, promover a qualidade de vida da doente (Gerber & Vargo cit. in Afonso, Amaro, Araújo, Santos & Miguel, 2008). No entanto, é fundamental ter sempre em conta um plano individualizado e as necessidades específicas da pessoa. Assim, o fisioterapeuta desempenha um papel fundamental no pós-cirúrgico, não só na reabilitação, mas também na prevenção de sequelas do tratamento (Afonso, Amaro, Araújo, Santos & Miguel, 2008). Nesta linha, segundo Bohn et al (cit. in Afonso, Amaro, Araújo, Santos & Miguel, 2008), os doentes que são integrados nestes programas de reabilitação recuperam mais rapidamente, sentem-se mais seguros e revelam menor dificuldade no processo de recuperação. De forma a evitar determinadas deformidades posturais, o tratamento deve ser iniciado no pós-operatório imediato.
De acordo com Afonso, Amaro, Araújo, Santos e Miguel (2008) deve existir uma equipa multidisciplinar constituída por um fisioterapeuta, um médico fisiatra e um psicólogo que realize sessões de grupo, com o objetivo de educação à nova condição da pessoa e a equipa deve também realizar uma abordagem teórica sobre a anatomia da mama, a cirurgia em si, os cuidados a ter no pós-operatório, as consequências dos tratamentos, a reconstrução mamária e o apoio psicológico. Assim, esta equipa deve auxiliar a pessoa a retomar as atividades diárias, melhorar a qualidade de vida, contribuir para uma melhor integração social, atenuar o medo do movimento, diminuir o risco de aparecimento ou de complicações pós-cirúrgicas, melhorar o autoconceito, promover a consciencialização corporal e reforçar a importância do exercício físico.

Aspetos psicológicos
Relativamente a questões psicológicas, é possível verificar que o primeiro impacto emocional do diagnóstico se relaciona com sentimentos de perda e com a perceção de que a morte está perto (Hernandez, Parker et al. cit. in Rebelo, Rolim, Carqueja & Silva Ferreira, 2007). Nesta fase inicia-se um trajeto de sofrimento, sentimentos de mal-estar, tristeza, e quando existe a consciencialização por parte da pessoa, esta começa a fase da aceitação (Hernandez, Parker et al. cit. in Rebelo, Rolim, Carqueja & Silva Ferreira, 2007). Nesta linha, Holland e Rowland (cit. in Rebelo, Rolim, Carqueja & Silva Ferreira, 2007) descreveram as seguintes reações emocionais provocadas pela doença: morte, dependência, desfiguração, incapacidade, separação/rutura e desconforto.
Meyerowitz (cit. in Ramos e Patrão) refere que a neoplasia da mama interfere a três níveis: desconforto psicológico (ansiedade, depressão), mudanças nos padrões de vida decorrentes desse mesmo desconforto e medo/preocupações relacionadas não só com a cirurgia, mas também com a morte. Assim, o diagnóstico desta patologia provoca determinadas reações, como o medo dos tratamentos, a dúvida e a ansiedade; e respostas psicológicas associadas a determinadas características da identidade feminina, tais como a sexualidade, a maternidade e imagem corporal (Bertero, Melo et al., Trill & Goyanes cit. Rebelo, Rolim, Carqueja & Silva Ferreira, 2007). O diagnóstico de neoplasia da mama é, na maioria dos casos, um fator que causa bastante stress e que provoca alterações negativas em várias dimensões da vida da pessoa, como disfunção sexual e a nível da imagem corporal (Bloom et al., Lindley et al., Taylor et al. cit. in Rebelo, Rolim, Carqueja & Silva Ferreira, 2007). Relativamente ao último aspeto, este pode ocorrer também devido aos tratamentos, pois estes são, de um modo geral, bastante agressivos. Assim, o Psicólogo deve trabalhar a questão da imagem corporal, tendo em conta não só a aparência física, mas também a perceção do corpo como intacto (Palhinhas, cit. in Ramos & Patrão, 2005) e deve também avaliar as repercussões nos relacionamentos interpessoais, e especificamente, nas relações íntimas e sexuais (Bertero, cit. in Rebelo, Rolim, Carqueja & Silva Ferreira, 2007), pois no caso da quimioterapia, esta pode interferir negativamente com a função sexual e com a líbido, uma vez que afeta a produção de hormonas sexuais. De referir ainda que a mama tem uma simbologia da sexualidade por excelência, o que indica que uma patologia que afete este órgão dê origem à perda da autoestima, causando sentimentos de inferioridade e rejeição (Ramos & Patrão, 2005).
De acordo com Vicente (2008) e Rebelo (2008) nestas pacientes é necessário que o Psicólogo: realize uma avaliação do impacto psicológico do diagnóstico e, do internamento (caso exista); promova o ajustamento à doença; facilite a expressão emocional e diminua o sofrimento, fornecendo o devido suporte; faça uma avaliação das estratégias de confronto face à cirurgia; realize uma preparação pré-cirúrgica de modo a diminuir a ansiedade; execute uma avaliação das expectativas em termos de representação de custos/benefícios; prepare a pessoa para a alta; potencie a utilização de estratégias de coping adequadas; aborde as relações familiares; modifique o que é disfuncional; previna e reduza sintomas emocionais; compreenda a experiência do adoecer; promova o bem-estar psicológico; diagnostique distúrbios psicopatológicos; facilite uma adaptação ao diagnóstico e tratamentos.

Bibliografia
Afonso, G.; Amaro, A.; Araújo, G.; , Santos, O. & Miguel, S. (2008) Reabilitação Física no Cancro da Mama. Boletim do HPV, v. XXI, nº 2
Dallagnol, C.; Goldberg, K. & Borges, V. (2010) Entrevista Psicológica: Uma perspectiva do contexto hospitalar. Revista de Psicologia da IMED, v. 2, nº 1
Gaudêncio, C.; Sirgo, A.; Perales-Soler, F. & Amodeo-Escribano, S. (2000) Intervenção Psicológica em Cirurgia. Psicologia em Estudo, v.5, nº 2
Gebrim, L.; Shida, J.; Mattar, A. & Madeira, M. (2010) Indicações da Cirurgia Conservadora no Câncer de Mama. Feminina, v. 38, nº 11
Moisão, J. (2001) Núcleo de Doenças da Mama do Hospital Pulido Valente – Resultados de 10 anos de trabalho. Boletim do HPV, v. XVI, nº 3
Moisão, J. (2008) A Terapêutica Cirúrgica do Cancro da Mama. Boletim do HPV, v. XXI, nº 2
Ogden, J. (2004) Psicologia da Saúde. Climepsi Editores: Lisboa. 1ª Edição
Oliveira, R. (2001) Psicologia Clínica e Reabilitação Física. ISPA: Lisboa. 1ª Edição
Ramos, A. & Patrão, I. (2005) Imagem Corporal da Mulher com Cancro de Mama: Impacto na qualidade do relacionamento conjugal e na satisfação sexual. Análise Psicológica, v. XXIII, nº 3
Rebelo, A. (2008) O Impacto Psicológico da Cirurgia. Boletim do HPV, v. XXI, nº 2
Rebelo, V.; Rolim, L.; Carqueja, E. & Silva Ferreira (2007) Avaliação da Qualidade de Vida em Mulheres com Cancro da Mama: um estudo exploratório com 60 mulheres portuguesas. Psicologia, Saúde & Doenças, v. 1, nº 8
Teixeira, J. (2008) Psicologia e Adesão ao Rastreio do Cancro da Mama. Boletim do HPV, v. XXI, nº 2
Trindade, I. & Teixeira (2000) Psicologia nos cuidados de saúde primários. Climepsi Editores: Lisboa. 2ª Edição
Vicente, A. (2008) Protocolo de Intervenção do Serviço de Psicologia Clínica do Hospital Pulido Valente na Patologia Mamária. Boletim do HPV, v. XXI, nº 2

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